quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Um verdadeiro Cisne Negro, é um homem falar de relacionamentos

- Olha querido, faz hoje precisamente 3 anos que nos conhecemos e apaixonámos.
- Já? Nem dei conta do tempo passar.
- Pois é, o que é bom acaba rápido. Apartir de agora é sempre a descer, só zangas e chatices.
- É verdade! Podiam alargar este período de paixão para 20 ou 30 anos.
- Que aborrecimento, voltar agora a ter que me apaixonar outra vez. Logo agora que já me habituei ao teu ressonar...
- E eu ao teu mau feitio, confesso que até o achava sexy..
- Bem, está na hora, vou indo. Boa sorte para ti.
- Adeus. Para ti também.

Será isto o futuro das relações? Então porque se separam cada vez mais casais? Seram as relações a dois, um paradigma da felicidade?
Enquanto vir casais de velhinhos, juntos e apaixonados durante uma vida inteira, não vou acreditar que seja impossível. Mas então o que é que têm falhado?

Na minha opinião, e é só a minha opinião, baseada em três namoros/relações falhadas(?) e em muitos casos da vida real relatados por amigos e conhecidos, há hoje em dia dois factores cruciais para o fim de uma relação TRADICIONAL a dois: a emancipação feminina! E não ouvirem a mesma canção.

Já não há mulheres, ou há cada vez menos, que estejam para abdicar de uma profissão, carreira, emprego e sujeitarem-se a ficar em casa dependentes financeiramente e a cuidar do lar e das crianças. E eu acho muito bem, porque mais tarde ou mais cedo, uma mulher em "cativeiro" perde a graça deixa de ser ela e lá se vai o "encanto". E sabem porque é que o homem foge de uma mulher inteligente e independente? Porque são activas criativas, têm expectativas e aspirações, um pensamento optimista e positivo e quando não estão bem, mudam-se!Nem que seja para ficarem sozinhas.

E não me parece que seja difícil viver sozinho. A solidão é mais um sentimento do que a realidade. E não se está só porque se vive sozinho. As pessoas que habitam no nosso pensamento e que acreditamos que gostam de nós e que estão lá se precisarmos delas são mais importantes que a multidão que encontram num bar.

E agora a história da mesma canção.
Já me aconteceu conhecer casais que passavam férias separados porque um não gostava da praia e o outro não gostava do campo. Outro casal era completamente imcompativel nos hobbies. Ele adorava pescar e peixe assado, ela não suportava o minímo cheiro a peixe....e quando ela se aproximava dele, ele desatava a espirrar porque era alérgico ás flores que ela tanto gostava de cuidar no pequeno jardim.
Por muito forte que o amor que os unia no principio, estes casais não sobreviveram e estão hoje separados. Ora se não se aproveitam a dois os poucos momentos em que se está junto, porque é que se está junto??

Mas acho que também não se deve exagerar. Para um casal funcionar bem, cada um tem que ter o seu espaço e o seu tempo sem interrogatórios tipo pide: onde estiveste? Com quem? A fazer o que?

Resumindo:Não cortar as asas a ninguém, aceitar o outro tal como ele é, ter caracteristicas de personalidade semelhantes e respeitar o espaço próprio de cada um, são a meu ver as bases para que a "quimica" e o "encanto" prevaleçam quem sabe até ao fim, mas isto é só a minha opinião.

6 comentários:

lady bug disse...

Se começamos a ter essa consciência, dos dois lados, pq é que mesmo assim as coisas continuam a não funcionar??

bom post...

Paulo disse...

Não funciona? Hum....já viram as velas? e está a carburar bem?Sim?...pega de empurram, mas engasga-se e vai a baixo?!Hum...

JÁ SEI!!Tem gasolina? :-)

Pois, agora a sério,isso já não sei, se calhar é mesmo assim, acaba a química e física e pronto...

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...

Sarava!


Quando nos apaixonamos/enamoramos, os opostos são atraentes...
quando a paixão acaba tu vês claramente os defeitos da outra pessoa... e então opta-se por sair ou por se adaptar...


O amor devia ser livre..


e às vezes "muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa"


a rotina e o tempo dão cabo das relações...

mas aconselho-te um livro - "Amar de olhos abertos" de Jorge Bucay



beijossssssssssss

Crix disse...

Achas mesmo que a emancipação da mulher "matou" os "relacionamentos de longo curso"?
Isso leva-me a pensar que acreditas que cedências, só as tem que haver de um lado....
Acredito que como tudo na vida, as relações foram sofrendo alterações à medida que as sociedades evoluem, o que não quer dizer que tenham ido necessariamente para pior! O que achas que é melhor, um casal que se separa, porque não há respeito mútuo - e isso implica que não haja amor também, pois a máxima do qto mais me baste,mais gosto de ti, cmg não funciona - e cada um vai à sua vidinha, conseguindo manter, muitas vezes relações saudáveis um com o outro, ou uma casal como havia e, infelizmente ainda há, que casa (ou não) e vive junto durante anos e anos num ambiente de violência e coacção psicológica? Muitas vezes as mulheres (ou homens, mas é mais frequente serem mulheres) não abandonam a relação não só porque não têm independência financeira, mas também porque não têm uma "estrutura sentimental" que lhes permita essa independêcia!
Agradeço mto aos meus paizinhos que me ensinaram a ser independente e emocionalmente inteligente, sem nunca desrespeitar ninguém, que me mostraram que ninguém é melhor ou mais capaz, do que ninguém e, portanto, como tudo na vida, nem tudo corre bem e há que saber seguir em frente!
Relações duradouras? Somos nós que as queremos e as fazemos ;)*

ivan disse...

1. o mais importante é mesmo a existencia de interesses comuns. falar a mesma língua.

2. linhas de comunicação abertas. dizer que se está mal e porquê. costuma-se dizer que as mulheres são piores, mas não é verdade. os homens fingem que está tudo bem até não aguentare mais.

3. disponibilidade para suportar os maus momentos. há alturas em que a relação pode acabar, mas se em vez da paixão e do amor se usar a força mental e a inteligência, acaba por resultar. falo por mim.

memyselfandi disse...

Olha o post é espectacular,parabéns, mas a teoria é uma coisa, a prática é completamente diferente... Todos nás sabemos isso.Infelizmente.