quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Os portugueses e o casamento ou como sardinhas e chantilly não combina

- só serves para carregar com os sacos do lixo!!
- e tu para coseres os botões da camisa que antes te divertias tanto a faze-los saltar!!

É impressão minha ou há muita gente que casa por casar? Ou porque é o sonho dos papás, ou porque veem os tios do canada com umas prendas chorudas, ou porque é o dia mais feliz da vida dela (não devia ser o dia em que tem a confirmação de que o homem que ama corresponde aos seus sentimentos?), ou porque os amiguinhos/amiguinhas todos já casaram e está na altura?

E pior é que isso é casar ao lado. Isto é, casar com quem acham que vai ser um óptimo marido porque ganha bem, ou uma excelente esposa porque vai ser uma óptima dona de casa e mãe de filhos. E depois ficam como que "missão cumprida" e pronto, toca a relaxar! É a barriguinha de cerveja e o ressonar no sofá e elas com a cueca da avó e depilação por fazer, para que, se não vai haver sexo?

Não, pelo contrário, não tenho nada contra o casamento, só estou é farto que ex-casados façam do meu singelo T1 motel de divorciados de fresco!!! E vão dois só este ano!Divorciem-se mas vão chorar para outro lado!!! Eu que não me casei tenho agora que levar com isto?!!!

Entretanto vou aprendendo algumas coisas:
Definitivamente mais vale só que mal acompanhado e o amor é sexualmente transmissível. Se não houver química, erupção vulcanica, fogo de artifício na cama...é para esquecer. A relação esmorece, esfria. Podemos ser muito racionais, mas a natureza é mais forte do que nós. E se alguém nos deixa completamente loucos de desejo, por alguma razão é. E não vale a pena fingir ou fazer um esforço, se não for natural é como comer sardinhas com chantilly. Não combina!

E haverá algum outro momento mais intímo do que o olhar no fundo do olho de quem desejamos, de quem amamos no fim de um acto de amor e ver o outro, tal como ele é sem defesas, sem barreiras, sem mascaras?

E não será essa intimidade o cimento-cola de uma relação duradoira?

5 comentários:

Patti disse...

O problema e talvez a maior causa dos divórcios de hoje, é que as pessoas casam-se no auge da paixão e depois nem sequer ultrapassam a primeira dificuldade, por mais pequena que seja, porque de relação solidificada têm pouco ou nada. Um casamento sólido aguenta os embates, nem todos mas muitos, porque teve tempo para se fortificar.


Nota breve: as mulheres já não cosem botões, apesar de os homens continuarem a levar o lixo.

z a i d a disse...

Houve uma altura, na minha juventude, q achava q o casamento era uma parvoíce "Para quê casar? Assinar um papel não prova o meu amor. Basta amar e viver juntos e é o suficiente..." E realmente amei e vivi "junta" durante uns anos. E como tudo (ou quase) na vida, teve um fim. E foi feio. E como é habitual nessas situações, deixei de acreditar no amor, deixei de confiar nesse bicho chamado homem, e por aí afora...

Mas a ferida foi sarando e hoje penso de uma forma completamente diferente. Acredito plenamente no casamento como prova de amor entre dois seres.

É mto fácil dizer "olha, curto-te a montes, vamos viver juntos e dps logo se vê" e fácil tmb (embora não tanto, mas é) dizer "olha, afinal não é bem isto que quero, vou bazar" e pega na trouxa e lá vai ele (ou ela).

Acredito naquele sentimento de amor/paixão (e sim, é possível que dure para sempre, basta querer) tal que dificulta nos a respiração qd pensamos naquele alguém que amámos; que nos faz o estômago andar às voltas qd estamos à espera que ele chegue...E acredito que haja gente que queira ter sempre essa pessoa ao seu lado e que, não podendo dizê-lo cantando a toda gente, queira casar/ assinar o papel/ fazer a festa como todos presentes para poder declarar, do fundo do coração "eu amo esta pessoa e é com ela que quero ficar para o resto da minha vida"

Acredito no romantismo, e acho que os homens têm receio em ser românticos. Por alguma razão pensam que é pouco "macho" mostrar a uma mulher que a amam profundamente e fazer aqueles pequenos gestos de que tanto gostamos.

Quero que O TAL me peça em casamento da forma mais romântica possível, que puxe pela cabeça um bocadinho e me saiba fazer acreditar naquele momento que eu sou o mundo dele.

Se calhar é por isso que ainda não casei... :P

Ps: sim, e o sexo é tão importante qt o romantismo. se não for o suficiente para nos fazer "passar da cabeça", se não nos deixar sedentes por mais... esquece!

Paulo disse...

patti
Em parte concordo contigo, só não compreendo os muitos casais que conheço, que depois de anos de namoro (6,7,8..) lá resolvem casar e ... pimba! tudo estragado...

Ps:as mulheres já não cosem botões, mas graças a deus ainda os fazem saltar ;)



Zaida
Também já passei pelas fases: casamento? "Nunca", uns anos mais tarde "E porque não?" e agora "Nunca digas Nunca..."

quanto à facilidade de ir viver junto e quando dizes:
""olha, afinal não é bem isto que quero, vou bazar" e pega na trouxa e lá vai ele (ou ela)."

Achas que se fossem casados, seria mais difícil isso acontecer? E não iria acontecer mais tarde ou mais cedo? E não seria uma perda de tempo estarem casados só para ver se as coisas se resolvem?

Mas no geral concordo contigo. O casamento (o verdadeiro, baseado no sentimento)no fundo é um grande acto de romantismo e havendo respeito,querer e com algum esforço pode durar para sempre.

yes, i'm a believer too :)

Mimirose disse...

eu também quero acreditar....

Anónimo disse...

Só o Gaston lagaffe é que apreciava sardinha com chantilly! Mas olha que a vida dele é bem melhor do que a da maioria das pessoas. Pronto... é BD, mas...