quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

É a super-mulher?É um furacão?Não, é a mulher em movimento!

Houve uma altura na minha juventude em que fiquei sériamente preocupado com o futuro da mulher e do homem. Na altura acordava e a primeira coisa que os meus olhos focavam era, não os seios, mas o decote da Linda Carter, e depois os calções super justos do seu fato de Super-Mulher. Era-me inconcebivel, imaginar um mundo onde homens e mulheres vestissem igual e fizessem as mesmas coisas, como apregoavam as feministas na altura, com cartazes e slogans de igualdade para ambos os sexos. Mas que piada tinha agora uma mulher andar vestida de fato e gravata (algo que agora considero bastante sexy) e um homem de saia a fazer de babysitter?!

Entretanto cresci e fiz-me homem. E homem que é homem cospe no chão, bate na mulher e diz palavrões.Não, não. Não desses. Embora de vez em quando não consigo evitar chamar nomes ao árbitro e largar um palavrão quando vejo a conta do dentista. Fiz-me homem com cada vez mais apreço e admiração pela mulher moderna e detentora de todos os mesmos direitos e deveres que nós homens sempre tivemos. Agora elas já não se calam, não se subtraem e tem voto na matéria. E respirei de alívio ao constatar que as saias para homens não sairam da Escócia e as mulheres continuam a exibir aquilo que as torna tão femininas. Quisesse Deus (ou o que quer que seja que nos tenha criado) que fôssemos todos iguais, além das raças e cores não nos teria diferenciado entre homens e mulheres. Pertencíamos todos ao mesmo género e o assunto estava arrumado.

Felizmente Deus teve bom senso e vivam as diferenças (mas que monotonia isto seria se assim não fosse). E esta nova mulher, emancipada e independente pos-se a mexer. Além do emprego e das reuniões de trabalho, dos filhos, da casa, ela tem sempre imensas coisas para fazer e quando não tem, inventa. Ela vai à ginástica, vai ao cabeleireiro, tira cursos de teatro de pintura, viaja sozinha, vai a exposições, cinema, clubes de leitura. É uma mulher em movimento. É uma mulher interessante. E se o homem é por natureza predador, e a mulher uma presa, então uma presa em movimento, que de muito mais luta, é uma presa muito mais interessante. E isto tem muito que se lhe diga, pois quando damos conta, a presa já saltou do sofá e anda sabe-se lá por onde, obrigando o caçador a voltar a caça-la e isto tem mais piada do que ter uma presa sossegadinha em casa, deitada no sofa a bocejar. E já dizia Bukowski: não podemos estar sempre nem a comer, nem a dormir nem a foder, por mais que queiramos, e por isso é que inventaram a filosofia.

Estas mulheres em movimento assustam muitos homens. A ideia da mulher ter a sua propria vida é algo que muitos homens não aceitam e outros perferem ter menos trabalho, optam por uma sossegadinha que dê menos trabalho. Mas isso é lá com eles, a mim não me assustam nada, pelo contrário, fascinam-me. Se uma mulher em movimento ainda consegue arranjar tempo para mim, é porque se importa verdadeiramente. E quando não tem, que seja quando o Benfica joga.

Mulheres sossegadinhas, pela vossa saúde, mexam-se!!!

1 comentário:

maria disse...

Gostei! :)