quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

o buzinão das 18:00

De cada vez que paro e fico a observar as pessoas, fico com a nítida impressão que as mais tolerantes e pacientes, têm mais qualidade de vida.
Há um jardim-escola perto do sítio onde moro, numa rua de sentido único. E tão certo como um relógio suíço, ás 18:00 começa a sinfonia de buzinas. Todos os papás e mamãs, querem apanhar os petizes mesmo à porta do edifício, parando os respectivos carros em segunda fila. E é vê-los, os que esperam pela vez, presos na fila de carros, a buzinar, praguejar, inflamar, estupidificar. Mas nem todos. Felizmente que há uns espécimes ráros, os tais de que falei no ínicio. Os que aprendem com os erros. Os que têm paciência. Os que contornam as dificuldades, e as transformam em oportunidades de apreciar melhor a vida. Os papás e mamãs que param os carros uns quarteirões antes do jardim-escola, e vão a pé buscar os filhos. Aproveitando na volta um pequeno passeio para dar umas corridas com os pequenos, ou fazer o caminho até ao carro saboreando um perna-de-pau.

Quanto aos outros infelizes que ficaram presos na fila de carros. É vê-los pegar nos filhos à pressa, depositá-los no banco de trás do carro e arrancar a toda a velocidade, pois o motor da cabeça ainda está quente e fumega. Pobres crianças.

5 comentários:

Sanxeri disse...

Há gente muito impaciente. Nao acredito que uns minutos de espera fossem assim tao graves. :)

Gostei, como sempre.

Paulo disse...

Não é só impaciência, é pura estupidez!!!É que são sempre os mesmos carros na fila, e sempre as mesmas pessoas a buzinar, como se já não soubessem que ali não há lugares suficientes para se parar o carro!

Há pessoas que só não levam o carro para dentro de casa, porque ele não passa na porta!!! Arre gente estúpida!

Astrid disse...

é o caso de dizermos que estamos frente a uma sociedade incivil - o que estou precisamente a analisar neste precioso momento...
besos, flores y también estrellas para ti *** :-)

Tita disse...

E depois ainda dizem que não têm tempo para estar com os filhos. Porque não entendem que uma viagem, por curta que seja, até casa a ouvir o filho a contar heroicamente como foi o seu dia vale ouro. Neste mundo de latão.

Paulo disse...

E o mais triste nisso tudo é que esses filhos acabam a crescer imitando os pais...